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| Excesso no eixo
é mais danoso |
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Fonte: Folha de Londrina
"É justamente o
excesso de peso entre eixos que é mais danoso ao pavimento.
Porque toda força que o caminhão faz na troca
de marchas e na aceleração tem maior impacto no
asfalto nos eixos", diz Cesar Sass, gerente de operações
da Autopista Litoral Sul, concessionária responsável
pelo trecho da BR-376 e BR-101 entre o Paraná e Santa
Catarina. "O eixo trator sobrecarregado provoca deformações
permanentes na pista, o que é grave", aponta o engenheiro
civil, Djalma Martins Pereira.
"Se puder carregar mais
que o limite, a vida útil da estrada vai ser reduzida",
alerta o deputado federal Marcelo Almeida (PMDB), que é
membro da Comissão de Viação e Transporte
da Câmara Federal, onde o projeto acaba de receber parecer
positivo.
O coordenador técnico
da NTC & Logística, Neuto Gonçalves dos Reis
reconhece que o excesso de peso é um problema. "Num
país em que 74% das rodovias estão em más
condições e em que não há sempre
dinheiro para consertar o excesso de peso é uma preocupação
certamente", aponta.
Para Machado, da Viapar, concessionária
que administra a BR-376 no Norte do estado, o excesso de peso
é o grande vilão das rodovias brasileiras. "Além
da redução significativa na vida útil do
pavimento, o peso excessivo também traz riscos para a
segurança do caminhoneiro e para os outros motoristas",
alerta.
Segundo ele, desde que a Polícia
Rodoviária Estadual (PRE) deixou de autuar os motoristas
nas praças de pesagem da rodovia, o número de
caminhões que trafegam com carga acima do permitido tem
aumentado. "Tivemos um aumento de 654% no número
de irregularidades detectadas", conta.
A PRE deixou as praças
de pesagem depois que uma decisão da Justiça Federal
devolveu, em março, a autoridade sobre as rodovias para
a Polícia Rodoviária Federal (PRF). "A concessionária
continua administrando a balança, mas a autuação
só quem pode fazer é a autoridade de trânsito",
explica Machado.
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