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| São Paulo
vai cobrar tarifa de ônibus fretados |
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Fonte: Folha de S. Paulo
São Paulo vai cobrar
tarifa de ônibus fretados
O governo do Estado baixou duas medidas que impõem custos
extras às empresas que fazem o transporte fretado entre
cidades de regiões metropolitanas, o que deve elevar
o custo para o usuário. As medidas incluem a renovação
compulsória de parte da frota e a criação
de uma taxa mensal a ser cobrada por veículo.
Foram atingidas as empresas que fazem o transporte fretado de
passageiros por meio de ônibus, micro-ônibus e vans
nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas
e Baixada Santista. A primeira medida dá prazo de três
anos para que as empresas tirem de circulação
todos os veículos com mais de 15 anos de fabricação.
,A renovação será
escalonada. No primeiro ano, até julho de 2011, as companhias
deverão retirar das ruas 35% dos veículos -no
segundo, mais 35% e no terceiro, 30%. Segundo a EMTU (Empresa
Metropolitana de Transportes Urbanos), que gerencia o sistema,
já completaram 15 anos de vida cerca de 2.500 veículos
de uma frota de 16.100 (15,5% do total). Para o Transfretur
(sindicato das empresas do setor), se forem considerados os
veículos que chegarão à idade-limite nos
próximos dois anos, o número vai a 4.000.
A resolução inclui
todas as empresas que fazem transporte fretado de passageiros
entre uma cidade e outra, mas não aquelas que têm
itinerários só dentro da cidade. Os veículos
fazem tanto transporte regular -de quem mora no entorno de São
Paulo e vem para a capital trabalhar todos os dias- quanto eventual
-de pessoas que fretam vans e ônibus para passeios em
Santos.
Para tentar reduzir a lentidão
do trânsito, no ano passado a Prefeitura de São
Paulo já tinha restringido a circulação
de fretados nas principais vias do centro expandido da cidade,
o que gerou protestos de usuários e empresas de ônibus.
Se a renovação da frota vai impor um novo custo
indireto às empresas -que será temporário
e não deve ser igual para todas-, a segunda medida atinge
100% das companhias, sem exceção, e gera gasto
extra permanente.
O governo criou uma taxa mensal,
que será cobrada por veículo -R$ 41 (micro-ônibus)
e R$ 49 (ônibus). A taxação atinge 1.841
empresas. Algumas, como a Ipojucatur, de São Paulo, e
a Caprioli, de Campinas, que têm cerca de 200 veículos,
terão gasto extra mensal de R$ 10 mil.
O governo nega ser uma taxa -diz
que é "remuneração dos serviços
de gerenciamento" pela EMTU, medida que já ocorre
no transporte regular de passageiros. Segundo o governo, a cobrança
foi criada para compensar os gastos do Estado com "atualização
e modernização de sistemas, inclusão digital,
aquisição de equipamentos e constante atualização
de meios eletrônicos e outros investimentos, como treinamentos
de pessoal".
A EMTU afirma, ainda, que a taxa
vai incorporar outras cobranças avulsas, como as relativas
a inspeções veiculares, cadastramento de empresas
e frotas e fornecimento de certidões e atestados. Para
Jorge Miguel dos Santos, diretor-executivo do Transfretur, no
entanto, uma coisa não compensa a outra. Segundo ele,
os gastos existentes hoje não chegam a R$ 200 ao ano
por veículo, enquanto a nova taxa significa despesa anual
de R$ 600.
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