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| Novo marco para etanol
e biodiesel |
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Fonte: Valor Econômico
O governo fará um "novo marco regulatório"
para o etanol e o biodiesel e a Petrobras fará parte
dessa etapa ao reforçar os investimentos nesses segmentos
até 2015, informou o presidente da Petrobras Biocombustíveis,
Miguel Rossetto. As medidas deverão ser adotadas nos
próximos meses, em paralelo à transformação
do etanol em combustível estratégico sob fiscalização
e controle da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
"A agenda de regulação é de governo,
que tomará a iniciativa de um novo marco regulatório
do etanol e do biodiesel por causa do sucesso e do impacto de
ambos na economia da energia", afirmou Rossetto ao Valor.
O presidente Petrobras Biocombustíveis diz que o etanol
significa 50% do volume de veículos e o biodiesel já
tem 5% na matriz energética brasileira. "Eles marcam
o perfil da produção sustentável, assumem
importância que exigem outro padrão regulatório,
mas isso é agenda de governo". No início
de abril, a presidente Dilma Rousseff determinou alterações
na regulação do etanol como resposta à
substantiva elevação de preços, com impacto
nos índices da inflação, e as ameaças
ao abastecimento interno do combustível. Na sexta-feira,
o governo publicou medida provisória para ampliar a banda
de variação da mistura do etanol anidro na gasolina.
Agora, fará um novo marco regulatório.
A aceleração nos planos
de investimento da Petrobras em etanol também responde
a um apelo da presidente Dilma Rousseff. "Vamos crescer
os investimentos em etanol nos próximos anos e aumentar
nosso capacidade", informa Rossetto. "A Petrobras
assumiu esse compromisso. O mercado do etanol cresce 10% ao
ano e vamos ocupar parte disso, ampliar o abastecimento e também
crescer em alcoolquímica. Esse é o nosso negócio
e estamos preparados para isso", afirma.
A estatal está em processo
de avaliação de seu plano quinquenal de investimento
para o período 2011-2015, a ser divulgado ainda em maio.
A empresa dará prioridade à área de pesquisa
e desenvolvimento, sobretudo para garantir biocombustíveis
de "segunda geração". "Vamos investir
muito em P&D, na vanguarda tecnológica dos biocombustíveis,
no etanol de segunda geração e na melhoria genética
das oleaginosas", diz o executivo. E detalha: "Queremos
ter variedades mais rústicas, com mais foco no Semiárido,
via análise dos ciclos de vida e aperfeiçoamento
do padrão de produção".
A Petrobras Biocombustíveis, cuja meta de participação
no mercado de etanol estava fixada em 5% até 2014, deve
ampliar as apostas nesta área a partir dos investimentos
em etanolduto e em novidades logísticas como a hidrovia
Tietê-Paraná, ambos planejados para garantir o
escoamento da produção do Centro-Oeste no longo
prazo. "Nossa agenda é de produção.
Temos investimentos em execução no período
2010 a 2014 de US$ 2,5 bilhões. Disso, US$ 1,9 bilhão
são só para etanol".
O executivo diz que o braço
de novos combustíveis da estatal encerrou 2010 com participação
acionária em 14 usinas no Brasil - dez de etanol e quatro
de biodiesel. Ao longo do ano passado, a empresa elevou sua
capacidade instalada a 1 bilhão de litros de etanol e
a 500 milhões de litros de biodiesel. A Petrobras mantém
participação nas usinas Guarani, Nova Fronteira
e Total. E busca novas empresas com "qualidade econômica,
logística e ambiental, além de viabilidade",
segundo o executivo. Na mira, estão tanto projetos "greenfield"
ou construídos, mas com 100% de mecanização
do plantio e da colheita. "Queremos gestão e operação
com altos padrões". O crescimento se dará
a partir da Guarani em São Paulo e da Fronteira em Goiás.
"Compartilhamos gestão e alto padrão. E cresceremos
a partir dessas empresas".
Rossetto diz que a Petrobras Biocombustíveis
reforçará o "compromisso" com os projetos
de biodiesel no Pará e a atuação no óleo
de palma. "Vamos construir nossa usina para abastecer o
Norte do país. Teremos um conceito de sustentabilidade,
amplo rigor ambiental e forte integração com a
agricultura familiar".
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